3.6.07

CURVA

 


Antes não nos pesava
O passado, colhíamos os dias
Ainda verdes, a frescura da sua polpa
Na vontade dos nossos
Dedos.

Depois vieram os sinais
dos primeiros cansaços sem remédio,
a noite fincou-se nas pedras,
fez-se de estorvos.

Aquilo que sobrou de ti
cabe-me nos bolsos
e é pouco para as minhas mãos.

Rui Pires Cabral

6 comentários:

Gi disse...

Não conhecia Eva. Gostei.

Noite feliz

Luis Eme disse...

Bonito, o poema e a imagem...

arsene lupin disse...

Simples e bonito, tal como a foto

Azófar disse...

Gostei, do poema e do recanto. Hei-de voltar. Salud

Nilson Barcelli disse...

Excelente poema, não conhecia.
Bom fim-de-semana, beijinhos.

£oµ¢o Ðe £Î§ßoa disse...

...tura.

Até outro desinstante.

Subscribe