"Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem"

Sophia de Mello Breyner Andresen
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3 comentários:

IMB disse...

Liberdade


Ouvi correr o ferrolho e senti o ar fugir-me.
e imaginei que a vida acabava atrás daqueles portões.

Percorri os corredores frios e prenhes de gritos de revolta
e passo a passo encontrei homens sem nome e sem esperança

Ali, onde até o sol era pequeno, as horas passavam de vagar
e o dia e a noite não chegavam quando era dia ou noite
porque também no tempo havia alguém que mandava.

Foi naquele mundo ignoto esquecido pelos deuses.
Encontrei ARES de lança e espada armado ...
invisível aos olhos do mundo,
mas desenhado pelo poema.

Que faz aqui o filho de Zeus, o habitante da Trácia?
Foi ferido em combate ou repousa da guerra?

Olho em meu redor e recordo a lenda...o pote de bronze
Ares acorrentado...

Quem dera fosse eu Afrodite!

Eu disse...

"Sou procurado pelas almas em lagrimas que me contam os seus sonhos, guardando-hes em minha sombra o segredo de cada destino".

Cleopatra disse...

É assim quem sente a sério!

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