E as minhas mãos sobre o lençol caminham à procura do teu corpo, percorrem-no branda, primeiro brandas e à medida que melhor te distingo no escuro do quarto, imóvel, aguardando-as, mergulho em ti a minha boca: as mãos a tropeçarem no desejo.

Maria Teresa Horta in "Ambas as mãos sobre o corpo", 1970

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