Dar o outro lado do que sou,
da luz e da obscuridade,
do ouro e do pó,
oiço pedirem-me que escolha;
e que deixe para trás a inquietação, a dor,
um peso de não sei que ansiedade.
Mas levo comigo tudo o que recuso.
Sinto colar-se às costas um resto de noite;
e não sei voltar-me para a frente,
onde amanhece.

Nuno Júdice

4 comentários:

Anónimo disse...

Como sempre a escolha do poema , belíssimo, traduz um estado de alma que une tantos de nós.
De facto, importa ser capaz de olhar para a frente , aonde amanhece e nasce a luz...
(veja se reconhece : http://gatoporlebre.blog.com )
Bjs

Luis Eme disse...

às vezes acontece...

Raposa Velha disse...

Olá! Nomei-te para o "7 Maravilhas da Blogoesfera".
Bjs

Anónimo disse...

"O senhor Pinto de Sousa é objecto de um obituário aguardado com grande expectativa" - Quitéria Barbuda in "O Fim de um Político Alegre", Revista "Espírito", nº 24, 2006.

www.riapa.pt.to

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