Hoje apetece-me a poesia dita.
O Manifesto Anti-Dantas foi escrito em 1912, por Almada Negreiros.
É “um texto que maldiz uma das figuras da literatura portuguesa – Júlio Dantas - que, durante algumas décadas, representou a cultura académica e conformista, influenciando todo um conjunto de escritores, jornalistas, políticos e actores.”
E como o Dantas me parece ainda demasiadamente actual. Deixo aqui em forma de palavra o seu final:

“Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Morra o Dantas, morra! Pim!

“José de Almada Negreiros, Poeta d'Orpheu, Futurista E Tudo"

5 comentários:

O Sibarita disse...

Olá! Ouvi todo manifesto Anti-Dantas, pergunto: que Dantas é esse meu Deus? Com um Dantas desse não precisa-se de inimigos, táis dito!
abraços,
O Sibarita

Luis Eme disse...

Morram os Dantas!

Professorinha disse...

Morra o Dantas PIM PAM PUM!

Estudei o Manifesto há muito tempo e na altura também o ouvi dito pelo Mário Viegas. Gostei imenso!

Apache disse...

Ainda (infelizmente), ou cada vez mais, actual.

[_Sparky_] disse...

Simplesmente adorei....

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