Aquilo que de verdadeiramente significativo podemos dar a alguém é o que nunca demos a outra pessoa, porque nasceu e se inventou por obra do afecto.
O gesto mais amoroso deixa de o ser se, mesmo bem sentido, representa a repetição de incontáveis gestos anteriores numa situação semelhante. O amor é a invenção de tudo, uma originalidade inesgotável. Fundamentalmente, uma inocência.


Fernando Namora, in 'Jornal sem Data'
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1 comentários:

Fernando Pinho disse...

As palavras conseguem mexer com as pessoas. É bom reflectir e tentar compreender mesmo que seja publicado num jornal sem data. Cara Eva, se o texto é magnífico, a foto transporta-nos para algo.

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