Mais uma música companheira de viagens. Interiores e das outras. Hoje foi mesmo em repetição quase até à exaustão, com o coração a servir de caixa de ressonância daquela voz rouca e sussurada. No pensamento os deves e haveres do partir ou ficar. Há decisões mesmo difíceis de tomar!

A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós.
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós.
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Pedro Abrunhosa
 Posted by Picasa

1 comentários:

sweet disse...

Muito bom gosto... mas isso já era de esperar!
Só posso dizer coisas boas desta menina:) (grande senhora)
Tás sempre cá dentro (batendo fortemente no peito... no lado do coração)
BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

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