Tinha escondido a alma.
Tentei mesmo trancá-la. Mas teimosa como é, às vezes sai do sítio e apanha ar a mais.
Há uns tempos engripou-se. E agora dói-me a alma.
Fui à farmácia pedir uns analgésicos. Responderam-me que não tinham comprimidos para essas dores.
Vou tentar libertá-la com os amigos. Com os de sempre. Com os recentes. Com os de todas as horas. Com os intímos. Com os das horas felizes. Com os de agora.
Acho que vai mesmo resultar.

3 comentários:

Apatricio disse...

Cara amiga, nos amigos irás encontar um porto de abrigo, que tantas vezes precisamos para recuperar "lamber" as nossas feridas, mas nos adversarios/inimigos irás buscar a força que necessitas para os vençeres, nada com encontar um inimigo para se ser um vencedor.
A escolha entre vencer e ser vencida ésta em ti...

um abraço e um beijinho, apatricio

Sofia disse...

Realmente os amigos aquecem-nos e afastam o frio que por vezes sentimos na alma... Mas a verdade é k está nas nossas mãos saber quando ser forte e saber quando repousar ao lado de alguém k nos faz sentir bem... às vezes é necessário lutar sozinhos, e outras, descansar acompanhados... Um beijo grande!

Fernando disse...

Que presunção, minha amiga! Eu que a conheço há tão pouco tempo, vi-a chegar trôpega e a lamber as feridas, mas com a alma de fora, bem à vista. Qual escondeu! E deixe lá os analgésicos. Isto só lá vai com homeopatias, e somos nós que temos de fazer a mezinha. Se no meu herbário houver uma plantita que lhe faça bem à alma, não faça cerimónia, entre e sirva-se. E vê se continuas a expor-nos a alma no teu blog. Um beijo

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