O tempo corre.
Ora lento, ora demasiadamente rápido.
E tal como uma maré entra pela vida dentro.
E nesse avançar e recuar, como as cristas das ondas, vai tocando em recantos recondidos.
Recantos estranhos esses!
Uns desabitados pela força dos tempos e dos acontecimentos, outros ainda demasiadamente habitados, apesar do tempo que lhe caiu em cima.
E é nesse ritmo temporal, quase a entrar na época das marés vivas, que a vida vai avançando em movimentos compassados ao sabor das batidas das ondas.
Batidas...
Ritmos...
E chega-se ao coração.
É isso mesmo!
Afinal o que conta mais na vida: os bens que conseguimos ou os que guardamos no coração?

7 comentários:

Anabela Moura disse...

o seu blog é lindissimo em todos os aspectos.
Desperta os nossos sentidos. Aguça a sensibilidade estética, lirica, passa mensagens que todos compreendemos porque existem dentro de nós... codificadas...
um simples poema ou citação... pode decriptar o que nos parecia tão confuso, complexo...
Por isso felicito a sua selecção de poemas e a maneira delicada como os soube pôr em valor... tocando o seu leitor profundamente.

Gi disse...

Belo o teu poema.

Os bens que guardamos no coração são nossos para toda a eternidade. Conservam sempre a beleza original, não envelhecem, não se detioram, não ser perdem, não nos conseguem roubar. Só vantagens em relação aos outros portanto, devem ser melhor. Definitivamente .

beijo

Dark Blue disse...

Não podia concordar mais com o inicio do teu belo poema.

O tempo corre.. mas é de Formula 1.

Tenho um desafio no meu blog, até tem a ver com a corrida do tempo, parece que 1978 foi ontem.

Fica Bem!

Luis Eme disse...

Pois...

o coração é, entre outras coisas, um espaço muito pessoalano...

Raposa Velha disse...

O tempo corre, sim. Escorre por entre os dedos mesmo quando a mão se fecha para o segurar.

Contam mais os bens que conseguimos guardar no coração.

Apache disse...

Já sabe a resposta.
Bom fim-de-semana.

Gi disse...

Preguiçamos? :) Férias prolongadas?
Deixo um beijinho e um até breve que espero seja breve mesmo.

Subscribe